Os geólogos atribuem a fonte termal à água da chuva absorvida no maciço do Sistema Ibérico, onde a água desce através de rocha cretácica fraturada, aquecendo gradualmente ao longo de décadas antes de ressurgir em Montanejos. O caudal da nascente — cerca de 300 litros por segundo — esculpiu terraços de travertino ao longo do Río Mijares, depositando carbonato de cálcio em padrões semelhantes a fetos que endurecem em plataformas de um dourado pálido.
Registos medievais citam as piscinas como uma cura para o reumatismo e, no século XIX, a nobreza de Castellón construiu balnearios ao longo da margem do rio. Hoje, o local equilibra a conservação com o acesso: uma taxa de 3 € financia a manutenção dos trilhos e os postos de nadadores-salvadores sazonais, enquanto os limites de capacidade durante julho e agosto protegem o corredor ribeirinho. A piscina principal, Poza de la Fuente, situa-se sob uma cascata de 15 metros, onde a água da nascente se mistura com a corrente mais fria do rio. A montante, o Chorro del Salto cai 60 metros através de um desfiladeiro forrado de musgo, acessível através de um caminho de 1,2 quilómetros que sobe 80 metros verticais.
A excursão às piscinas termais e à cascata de Montanejos atrai caminhantes e entusiastas de águas termais em igual medida. Nas manhãs de inverno, vê-se o vapor a subir da superfície da piscina à medida que as temperaturas do ar descem para os 5°C, enquanto as tardes de verão enchem a bacia pouco profunda com famílias que caminham na água pela altura dos joelhos. O trilho para o Chorro del Salto passa por pinhais de Alepo e moitas de alecrim selvagem, com miradouros sobre o desfiladeiro de Mijares a cada 200 metros. Os estudos de biodiversidade contam 42 espécies de aves ao longo do corredor, incluindo alvéolas-cinzentas e águias-de-bonelli que nidificam nas paredes do desfiladeiro.
A geologia do local continua a ser a sua característica definidora. A formação de travertino continua a cerca de 2 milímetros por ano, construindo novas saliências onde algas e musgo colonizam em poucas semanas. O teor mineral da nascente — magnésio, bicarbonato de cálcio e vestígios de enxofre — confere à água um ligeiro sabor alcalino e um tom turquesa sob luz solar direta. Passeios guiados explicam o ciclo hidrológico e apontam conchas de gastrópodes fossilizadas incrustadas nas camadas de travertino mais antigas, prova da atividade da nascente ao longo de milénios.